DADOS QUE ENGANAM OU QUE APAGAM A HISTÓRIA? A DRAMATICIDADE DAS ESTATÍSTICAS NA COBERTURA TELEJORNALÍSTICA SOBRE FEMINICÍDIO
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v28i2p280-298Palabras clave:
Feminicídio, Telejornalismo, EmoçãoResumen
Este trabalho tem o objetivo de examinar os efeitos de sentido produzidos pelo discurso jornalístico sobre feminicídio, especificamente no que diz respeito à utilização de estatísticas nestas narrativas. O corpus de análise é composto por 43 matérias de telejornais da Rede Globo, que foram veiculadas entre 2018 e 2020 e disponibilizadas na ferramenta Globoplay. A hipótese do presente artigo é que a quantificação do feminicídio atua em conjunto com o recurso à emotividade dos espectadores, detendo a função de chamar a atenção e promover o choque – porém, não no sentido de um ganho informativo, mas sim de uma dramaticidade despotencializada.
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