Estabelecimento da leptospirose por infecção experimental em hamsters (Mesocricetus auratus) com Leptospira interrogans sorovar Canicola, estirpe LO4, por exposição cutânea integra e com abrasões
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2010.26814Palavras-chave:
Leptospiorose, Infecção experimental, Hamster, Exposição cutânea, Sorovar Canicola (estirpe LO4)Resumo
O estabelecimento e a evolução da leptospirose em hamster (Mesocricetus auratus) pela infecção experimental com Leptospira interrogans sorovar Canicola, estirpe LO4, pela exposição cutânea íntegra e escarificada, tendo como controle a via intraperitoneal foram avaliados. Foram utilizados 120 hamsters, fêmeas, distribuídas em dois grupos de acordo com a via de inoculação (pele escarificada e pele íntegra). O inóculo infeccioso foi constituído por uma cultura pura de L. interrogans sorovar Canicola (estirpe LO4), isolada do fígado de um suíno de abatedouro em Londrina, Estado do Paraná e tipificada pela técnica de adsorção de aglutininas com o kit de anticorpos monoclonais no Royal Tropical Institute, Amsterdã, Holanda. Os animais foram observados duas vezes ao dia, durante 21 dias. Os animais que vieram a óbito foram necropsiados e colhidos assepticamente rins, fígado, sistema genital (útero e ovário) e cérebro. Os animais sobreviventes foram eutanasiados após 21 dias. Foram ainda colhidas amostras de soro sanguíneo por punção cardíaca para a pesquisa de aglutininas antileptospiras nos animais sobreviventes, pela técnica de soroaglutinação microscópica (SAM). Para a detecção de leptospiras, foram utilizados microscopia direta a fresco e cultivo microbiológico. A via cutânea escarificada induziu maior letalidade quando comparada com a pele integra, com estabelecimento e evolução da leptospirose. Por outro lado, a via cutânea íntegra induziu mais frequentemente o estado de portador renal e/ou genital para leptospirose. A estirpe LO4 apresentou baixo poder imunogênico, induzindo soroconversão na SAM em apenas um animal.Downloads
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