The fake anthropologist: the place of schools in anthropological research with children
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-4634202652300670porKeywords:
School as ethnographic field, Reflexivity, Children as subjects, Anthropology of educationAbstract
This article arises from the following problematization: what is the role of schools in childhood studies? Based on two ethnographic experiments, in different contexts (rural and urban)-the first in a peasant community in Paraíba and the second in stilt houses in São Luís do Maranhão-this article emphasizes schools as opportune places to listen to children and observe their experiences with childhoods in their life contexts. Therefore, the article reconsiders data produced in two disparate fields to problematize the role of schools in anthropological research on/with children. Beyond a legitimate space for cultural production and knowledge mediation, schools are analyzed as a social space for ethnographic research with children, while also assessing the role of the researcher and its implications in the research field. This text aims to support the Anthropology of Education and Childhood Studies by elaborating a critique of the common idea that in addressing children in school they would be considered only as learners. The title of this article is based on comments by Capuxu teachers who found it strange that, when researching children, I did not attend school. The rumors that teachers questioned my absence from school reached me through the children, forcing me to adopt measures so my research would not be discredited.
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