Juventudes e seus repertórios de luta: justiça climática e direito à cidade em contextos urbanos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2025.235660Palabras clave:
justiça climática, juventude, repertórios, ativismo climático, método QResumen
Este estudo investiga como jovens ativistas climáticos no Brasil e na Holanda constroem repertórios de ação, organização e ocupação do espaço urbano, articulando afetos, política e pertencimento em torno da justiça climática. Reconhecendo esse campo como disputado e atravessado por diferentes ideologias, a pesquisa dialoga com o direito à cidade a partir das experiências juvenis. A problemática aborda a escassa caracterização dos perfis desses jovens (raça, gênero, idade, origem), bem como suas motivações e formas de engajamento político. Parte-se da hipótese de que atuam em coletivos já estabelecidos no contexto urbano. A metodologia inclui revisão teórica, aplicação do Método Q com jovens brasileiros e observação participante nos Países Baixos. Os resultados mostram que, no Brasil, a justiça climática é vivida no cotidiano e atravessada por raça, território e gênero; na Holanda, prevalecem performances de protesto. Em ambos os países, os jovens subvertem formas hegemônicas de mobilidade e participação, reafirmando sua centralidade na luta por reconhecimento e direito à cidade.
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