Corpo e História: deslocamentos temporais em perspectiva na tradução antropológica

Autores

  • Gabriel Barbosa Teixeira Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v34i1pe226266

Palavras-chave:

Corpo, História, Tradução, Teoria antropológica

Resumo

Este ensaio tem por objetivo apresentar alguns dos pontos centrais do trabalho de autores como Marylin Strathern, Eduardo Viveiros de Castro e Manuela Carneiro da Cunha, sobretudo naquilo que concerne às críticas destes ao problema da “interpretação” na tradução antropológica. Aqui, oriento a discussão acerca de termos como “corpo”, “tempo” e “história”, na medida em que estes estão no centro de uma importante discussão sobre os limites dos fundamentos epistemológicos da antropologia – e do pensamento euro-ocidental, de modo geral – servindo-nos de bússola para guiar o leitor no pensamento desses autores e, possivelmente, levando-nos a novos horizontes teóricos. Assim, o ensaio presta-se tanto a uma exposição em caráter introdutório para algumas das reflexões de autores fundamentais à Antropologia, como também a um esforço de reiteração do lugar fundamental que o “corpo” ocupa na produção de conhecimento antropológico hoje.

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Biografia do Autor

  • Gabriel Barbosa Teixeira, Universidade de São Paulo

    Mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), com graduação em Ciências Sociais pela mesma. Compõe o coletivo Artes, Saberes e Antropologia (ASA), sob coordenação de Fernanda Arêas Peixoto, e atualmente atua no Laboratório Interunidades de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (LATESFIP), dedicando-se a pesquisas intersecionais sobre psicanálise, clínica e história da filosofia.

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Publicado

2025-12-09

Edição

Seção

Artigos e Ensaios

Como Citar

Teixeira, G. B. (2025). Corpo e História: deslocamentos temporais em perspectiva na tradução antropológica. Cadernos De Campo (São Paulo - 1991), 34(1), e226266. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v34i1pe226266