El feminismo marxista y las geografías de la reproducción social: notas introductorias

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2025.234382

Palabras clave:

feminismo marxista, reproducción social, formación socioespacial , lugar, cotidiano

Resumen

El feminismo de la reproducción social ha ganado relevancia y visibilidad en la investigación en diversos campos de las ciencias humanas en Brasil. Si bien existe un creciente interés de las geógrafas por las perspectivas feministas, los enfoques relacionados con la reproducción social en nuestro país aún son poco explorados, mismo cuándo los temas abordados se insertan en la esfera de la reproducción. En el âmbito de la geografía brasileña, ampliar la adopción de la perspectiva feminista marxista permitiría no sólo identificar actividades que efectivamente son reproducción social, sino también ajustar las escalas y herramientas metodológicas necesarias para el desarrollo de la investigación. Como resultado, los análisis se volverían más complejos y generarían nuevas conexiones teóricas. Para contribuir a este debate, este trabajo busca resaltar elementos del feminismo marxista que puedan servir como puntos de partida metodológicos para profundizar las discusiones sobre la reproducción social en nuestro campo de estudios.

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Biografía del autor/a

  • Kena Azevedo Chaves, Fundação Getulio Vargas (FGV)

    Doutora em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP/Rio Claro) e pesquisadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces).

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Publicado

2025-12-09

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

CHAVES, Kena Azevedo. El feminismo marxista y las geografías de la reproducción social: notas introductorias. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 29, n. 2, 2025. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2025.234382. Disponível em: https://revistas.usp.br/geousp/article/view/234382.. Acesso em: 5 jan. 2026.