Normas de Detecção de Plágio

Detecção de Plágio

A Revista Alterjor recebe as submissões baseadas na boa-fé de que os trabalhos enviados são manuscritos originais e inéditos. Contudo, a verificação de similaridade é realizada sem prévia comunicação aos autores e sempre ocorre durante o processo de avaliação por meio do uso da ferramenta Turnitin, disponibilizada para essa finalidade por meio de convênio institucional da Universidade de São Paulo.

A detecção de plágio pela ferramenta Turnitin em nível aceitável considera que o resultado retornado deve apresentar resultado de originalidade superior a 70%, que prevê a detecção compatível com trechos marcados como citação.

Para os demais casos, o trabalho é descartado imediatamente, envolvendo comunicação aos autores sobre a ocorrência de detecção de plágio. O procedimento de detecção de plágio é realizado no âmbito da avaliação cega (sem identificação de autor) e no caso do texto corresponder a publicações do próprio autor (autoplágio), o critério adotado deixa de atender o quesito do ineditismo, por se tratar de um trabalho já existente cuja detecção pelo Turnitin retorna um resultado de similaridade de 50%.

  • Sobre condições de AUTOPLÁGIO: existem dois tipos de situações envolvendo autoplágio cuja detecção de similaridade ultrapassa 50%, como a Reciclagem (Reaproveitamento) de Artigos de Conferências, cujo texto não apresenta qualquer diferenciação em relação ao original apresentado em Eventos (conferências, congressos, encontros, simpósios, etc) principalmente porque os anais de Trabalhos Completos possui registro válido no ISSN ou ISBN e dessa forma, a versão detectada não constitui "manuscrito original" e dessa maneira, a primeira publicação nos anais corresponde à originalidade. A outra modalidade de autoplágio, definida como "Mitose" ou "Seccionamento Seletivo" decorre da escrita com um mesmo recorte e uma mesma perspectiva apontada para a escrita de múltiplos trabalhos que, na verdade, se referem necessariamente a mesma temática. Nessa mesma seção, ressaltamos a principal diretriz internacional de ética da COPE (Committee On Publication Ethics): "Publicação múltipla, redundante e simultânea: os autores não devem publicar manuscritos que descrevam essencialmente a mesma pesquisa em mais de um periódico".

Embora o uso de ferramentas de Inteligência Artificial, como por exemplo o Copilot integrado ao Word, a ferramenta iThenticate utilizada para essa finalidade faz uma varredura de detecção para considerar a presença de texto inserido automaticamente incompatível com a redação humana.
A Inteligência Artificial provoca plágio quando as paráfrases geradas automaticamente não são citadas ou então vários autores entram no compêndio da paráfrase comprometendo a citação correta ou a distinção dos autores. A ferramenta de detecção de plágio compreende que citações advindas da paráfrase sem o uso de aspas ou em texto recuado sem a creditação do autor original é compatível com práticas relacionadas ao plágio. A fim de evitar transtornos causados por paráfrase "acidental" ou "involuntária" induzida por texto autogerado por Inteligência Artificial, certifique-se de utilizar referências com o texto original, creditar o autor no caso de paráfrase intencional ou utilizar as aspas (até 3 linhas) ou texto recuado.
O quesito da Inteligência Artificial na detecção de plágio ocorre quando detecção de texto indica a mimetização do estilo de escrita de pesquisadores já falecidos ou creditados (falsamente) como coautores sem autorização nem consentimento do envolvimento por meio da tecnologia mimetizadora. 

Além do uso de ferramenta eletrônica de detecção de plágio, torna-se fundamental o contato de indivíduos (pelo menu: Sobre --> Contato) ao se depararem em situação análoga ao plágio, quando uma publicação apresenta um texto essencialmente idêntico em tema, metodologia e análise de resultados. A única exceção se aplica a projetos que podem conter temas semelhantes, metodologias próximas, mas abordagens diferentes, o que implica em desenvolvimento, análise e obtenção de resultados com caminhos notadamente diferenciados, configurando-os nem como derivados, tampouco como plágio. 

 

Política de Ética

  • Política de Ética

A Revista Alterjor tem um compromisso com a ética e a qualidade de suas publicações. Não é aceito plágio, trabalho derivado por terceiros ou qualquer outro comportamento antiético. Como valor principal, adotamos a prática de não conformidade identificada com "Revistas Predatórias" (https://www.predatoryjournals.org/home), uma das diretrizes do Diadorim Ibict.

Para tanto, a Revista Alterjor tem como princípio o comportamento ético de todas as partes envolvidas na publicação: autores, pareceristas e editores.

Esta declaração se baseia nas recomendações da Elsevier e no Best Practice Guidelines for Journal Editors do Committee on Publication Ethics - COPE (http://publicationethics.org/resources/guidelines).

  • Princípios éticos

As decisões dos Editores e do Conselho Editorial não serão influenciadas por considerações comerciais ou qualquer fonte de receitas.

Alterjor tem um compromisso com os padrões intelectuais e princípios éticos e está disposta a publicar correções, esclarecimentos, retratações e desculpas quando necessário. Com relação às reclamações éticas sobre um manuscrito submetido ou artigo publicado, os editores tomarão as medidas necessárias para apuração das reclamações, bem como de suas correções ou retratações.

  • Deveres dos Editores

Decisão de publicação: os editores responsáveis por decidir sobre quais artigos submetidos à revista devem ser publicados são guiados pelas políticas da revista, as quais devem obedecer às exigências legais em vigor sobre difamação, violação de direitos autorais e plágio.

Transparência e respeito: os editores devem avaliar os manuscritos submetidos sem levar em conta a raça, sexo, a orientação sexual, a crença religiosa, a origem étnica, a nacionalidade ou a filosofia política dos autores.

Confidencialidade: os editores não devem divulgar qualquer informação sobre um manuscrito submetido, a não ser aos pareceristas e aos conselheiros editoriais.

Divulgação e conflitos de interesse: os editores devem recusar avaliar manuscritos em que tenham conflitos de interesse, por questões colaborativas, competitivas ou outras ligações com qualquer um dos autores ou instituições ligadas aos manuscritos, para tanto devem se apoiar no Conselho Editorial.

Envolvimento e cooperação em investigações: os editores devem tomar medidas cabíveis quando forem apresentadas reclamações éticas a respeito de um manuscrito submetido ou artigo publicado.

Responsabilidade editorial: os editores devem sempre preservar a identidade dos autores e pareceristas no anonimato e tratar os manuscritos como documentos confidenciais.

  • Deveres dos Pareceristas

Confidencialidade: os trabalhos recebidos para análise devem ser tratados como documentos confidenciais, não devem divulgar qualquer informação sobre o manuscrito nem mostrar ou discutir com outras pessoas.

Divulgação e conflito de interesses: os pareceristas devem manter em sigilo e não devem se utilizar, para proveito pessoal, de informações ou ideias obtidas por meio da leitura dos manuscritos.

Sobre as fontes: os pareceristas devem identificar trabalhos publicados relevantes que não foram citados pelos autores, bem como devem chamar a atenção dos editores sobre qualquer semelhança substancial ou sobreposição entre o manuscrito em questão e qualquer outro artigo publicado de que tenha conhecimento pessoal.

  • Deveres dos Autores

Originalidade e plágio: os autores devem garantir que as obras sejam inteiramente originais e se eles utilizam o trabalho e/ou textos de outros que isso seja devidamente citado. Plágio em todas as suas formas constitui um comportamento editorial antiético e é inaceitável.

Autoria: a autoria do trabalho deve ser restrita àqueles que fizeram uma contribuição significativa para a concepção, projeto, execução ou interpretação do estudo relatado. Todos aqueles que fizeram contribuições significativas devem ser listados como coautores. Pessoas que participaram em certos aspectos do projeto de pesquisa devem ser listadas como colaboradores. O autor principal deve garantir que todos os coautores apropriados estejam incluídos no artigo. O autor principal deve se certificar que todos os coautores viram e aprovaram a versão final do manuscrito e que concordaram com sua submissão para publicação.

  • Publicação múltipla, redundante e simultânea: os autores não devem publicar manuscritos que descrevam essencialmente a mesma pesquisa em mais de um periódico.

 

ACERCA DO AUTOPLÁGIO

Essa categoria se relaciona a falta de atenção e recai sobre escolha do autor ao não escrever manuscritos inéditos, visando o reaproveitamento de trabalhos já publicados em outras fontes, notadamente com cadernos de trabalhos completos com ISSN ou ISBN, uma vez que as seções sobre Plágio e das Obrigações dos Autores se encontram disponíveis e, não por falta de aviso, a responsabilidade de Autores incide particularmente no envio de manuscritos originais, são de responsabilidade EXCLUSIVA DE AUTORES e a constatação de compatibilidade com plágio configura como falha grave em relação às normas éticas de publicação.

Em ambos os casos de constatação de similaridade com textos não citados ou reaproveitados, não cabe a justificativa "EU NÃO SABIA, EU NÃO PRETENDIA, EU NÃO PERCEBI", uma vez que a obrigação de revisão metodológica (não apenas as revisões gramaticais ou textuais) são de responsabilidade dos autores e qualquer desatenção, falta de conferência ou uso de tecnologias que ao invés de oferecer o acesso às citações integrais trazem variações parafraseadas ou atribuídas a "autores" inexistentes (de redes sociais a nomes de autores fabricados), depende da decisão de autores , ainda que tal escolha tenha ocorrido de maneira equivocada, tal abrangência e a falta de verificação como insuficientes para evitar a ocorrência do plágio. Os principais casos de autoplágio envolvem:

  • RECICLAGEM - republicação de trabalhos completos em conferências (encontros, seminários, simpósios, congressos, etc) na integralidade (palavra por palavra/verbatim) ou com uma taxa de similaridade superior a 50%, como por exemplo, republicação de quadros teóricos, analíticos, tabelas ou de subitens integralmente ou então, com a ocorrência de paráfrase (substituição de substantivos e adjetivos por correspondentes diferentes) a fim de provocar uma percepção diferenciada quando, de fato, se trata da mesma sentença já publicada em algo que não pode ser configurado dentro das características de Manuscrito Original;
  • MITOSE ou DERIVAÇÃO SELETIVA: também remonta ao aproveitamento de um trabalho já publicado em outro periódico ou em conferência, cujos resultados perceptíveis ainda envolvem a similaridade com uma taxa de 55% com trabalhos do mesmo autor com ocorrência total ou parcial de paráfrase;
  • MEIO A MEIO (Half-n-Half): consiste no reaproveitamento de trechos de trabalhos já publicados em periódicos ou cadernos com ISBN ou ISSN, em uma estrutura semelhante a Colcha de Retalhos (Patchwork). Dentre as formas de autoplágio mencionadas, o Meio a Meio se constitui como a única forma de verificar a viabilidade de publicação diante de situações específicas de manutenção da condição de manuscrito inédito: no caso de tese, dissertação e relatórios de pesquisa de circulação limitada ou reduzida, quando trechos não foram publicados anteriormente em nenhum meio de publicação científica com ISBN ou ISSN, desde que se observe a preservação da integridade da tese, dissertação, relatório de pesquisa com apenas trechos utilizados ou então se as porções extraídas não correspondem a outras já publicadas pelo mesmo autor em momentos anteriores. A ocorrência de publicações duplicadas em periódicos diferentes, bem como a Reciclagem de trabalhos em revistas ou livros, Derivação Seletiva ou trabalho escrito "Meio a Meio" consiste na falha da observância do autor com relação às medidas de Prevenção ao Plágio, pois mesmo de forma intencional (com nítida intenção em publicar trabalhos repetidos ao invés de criar novos trabalhos em livros, revistas e conferências), assumiram o risco de se comprometer com complicações decorrentes do Autoplágio. Em ambos os casos, uma vez constatado o plágio com similaridade superior a 55% da integralidade do texto, a Revista Alterjor irá descartar automaticamente os trabalhos comprovadamente "não inéditos", uma vez que o envio de trabalhos e o processo de avaliação se baseia na boa-fé de que os autores que submetem seus manuscritos estão cientes da condição de ineditismo de seu trabalho e que, mesmo depois de aprovado pelo Conselho Editorial, a constatação de similaridade superior a uma porção correspondente entre a totalidade ou a mais da metade do trabalho remetido, constitui numa falha grave do autor, cuja responsabilidade recai sobre o mesmo, desde a decisão de não escrever contribuições inéditas até mesmo quando optou pelo envio do mesmo conteúdo para revista, livro ou conferências. O procedimento ético cabível recomendado aos autores consiste na comunicação a todos os veículos que mesmo trabalho foi enviado a partir da aceitação da publicação (ou da participação em evento) do primeiro veículo em ordem cronológica para o restante dos outros periódicos cujo mesmo trabalho se encontra em fase de avaliação: o autor deve optar pela publicação de UMA ÚNICA versão do trabalho em um veículo COM OBRIGAÇÃO DE CONTATAR OS OUTROS que já possuíam a mesma contribuição em processo de avaliação, de modo a PEDIR O DESCARTE DO TRABALHO IDÊNTICO EM OUTROS VEÍCULOS, como FORMA DE EVITAR FUTURAS REPUBLICAÇÕES e assim comprometer a exigida e necessária condição de manuscrito original para autores.
  • IMPORTANTE: o arquivamento de versão pré-print em redes sociais como ResearchGate e Academia.Edu não constituem como primeira publicação válida pelo fato dessas plataformas não possuírem ISBN ou ISSN nem contar com Conselho Científico designado para avaliar a qualidade de materiais publicados. Ainda que "trabalhos não publicados (pré-print)" possam ter DOI oferecidos por esses meios, recomenda-se aos autores que, uma vez publicados, que as versões pré-print, notadamente NÃO AVALIADAS POR QUALQUER DESIGNAÇÃO DE EQUIPE CIENTÍFICA, SUBSTITUAM tais versões prévias pelas finais publicadas, pois além de terem sido avaliadas com critérios científicos, o próprio autor possui os direitos autorizados de compartilhamento do próprio trabalho possibilitado pela Licença Creative Commons. 

Fontes:

Os autores devem citar as publicações que foram importantes na determinação da natureza do manuscrito, pois o trabalho de outros autores deve ser sempre reconhecido. As informações obtidas em uma conversa, correspondência ou discussão com terceiros devem ser utilizadas apenas com a permissão explícita da fonte.

Erros em trabalhos publicados: quando os autores descobrem um erro significativo ou imprecisão em seu trabalho publicado é obrigação informar e cooperar com os editores para a correção do artigo. Importante: a Revista Alterjor apenas vai aplicar correções solicitadas pelos autores durante a edição atual (um prazo de 6 meses para tal solicitação), em consideração à preservação do conteúdo publicado, às avaliações terem aprovado a versão aceitada para a publicação e em consideração às citações que outros autores tenham feito durante o prazo superior a 6 meses. Como maneira de corrigir trabalhos publicados em edições antigas de Alterjor, é sugerido aos autores que escrevam um novo artigo que cite a versão anterior publicada em uma edição antiga e que atualize seu conteúdo com todas as discussões necessárias e observações sobre as partes afetadas como meio de instruir outros autores a corrigirem suas citações.