Registro de audiência em rádio comunitária: o perfil dos ouvintes da Liberdade FM de Taubaté/SP
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v21i1p65-82Palavras-chave:
Radiodifusão Comunitária, Público, Pesquisa, DistanciamentoResumo
As rádios comunitárias brasileiras buscam se estabelecer perante as audiências, mas o desconhecimento do perfil dos ouvintes atinge a comunicação com as comunidades, pois as pesquisas sobre radiodifusão atendem somente aos interesses das rádios comerciais. Este estudo busca identificar o perfil da audiência de uma emissora comunitária do bairro Alto de São Pedro, município de Taubaté, Estado de São Paulo, a Rádio Liberdade FM, visando incitar, pela perspectiva indutiva, a reflexão sobre a relevância das rádios comunitárias. A metodologia foi baseada em pesquisa de campo com abordagem quantitativa e pesquisa bibliográfica e documental e evidenciou distanciamento entre a emissora e a comunidade, que revelou não ter suas demandas comunicacionais atendidas.
Downloads
Referências
Teorias do Rádio Textos e Contextos. Volume I. Florianópolis, SC: Insular, 2005.
ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão. Radiodifusão ilegal. Disponível em: <https://www.abert.org.br/web/index.php/notmenu/item/20888-radiodifusao-ilegal>. Acesso em: 10 ago. 2019
BRECHT, B. Teorias do rádio (1927-1932). Tradução de Regina Carvalho e Valci Zuculoto. In: MEDITSCH, Eduardo (Org.). Teorias do rádio: textos e contextos. Florianópolis: Insular, 2005.
BOURDIN, A. A questão local. Rio de Janeiro, DPPA, 2001.
BITTAR, P., & TRIBOLI, P. Conselho de Comunicação pede rejeição de projetos sobre rádios comunitárias. Matéria jornalística publicada no site da Câmara dos Deputados em 5 de novembro de 2018. Disponível em <https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/565068-CONSELHO-DE-COMUNICACAO-PEDE-REJEICAO-DE-PROJETOS-SOBRERADIOS-COMUNITARIAS.html>. Acesso em: 10 ago. 2019.
CARNIELLO, M. F.; & SANTOS, M. J. (). Proposta metodológica para avaliação de perfil de audiência para veículos de comunicação públicos, comunitários e governamentais. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, São Paulo, 2016. Disponível em <http://portalintercom.org.br/anais/nacional2016/resumos/R11-0882-1.pdf>. Acesso em: 01 ago. 2019
CIEGLINSKI, A. (2018). Decisão do STF libera proselitismo em programação de rádio comunitária. Matéria jornalística publicada no site da Agência Brasil em 15 de maio de 2018. Disponível em <http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-05/decisao-do-stf-libera-proselitismo-em-programacao-de-radio-comunitaria>. Acesso em: 01 ago. 2019
CITELLI, A. O. Comunicação e educação: convergências educomunicativas. Revista Comunicação, mídia e consumo. São Paulo: ESPM. v. 7, n. 19, 2010. p. 67-85.
DETONI, M. Rádios comunitárias: revolução no ar. In: PIOVESAN, A.; BARBOSA FILHO, A; & BENETON, R. Rádio, sintonia do futuro. São Paulo: Paulinas, 2004.
DOLCE, J. Sob críticas de movimentos, lei que regulamenta rádios comunitárias completa 20 anos. Matéria jornalística publicada no site Brasil de Fato em 16 e fevereiro de 2018. Disponível em <https://www.brasildefato.com.br/2018/02/16/sob-criticas-demovimentos-lei-que-regulamenta-radios-comunitarias-completa-20-anos/> Acesso em: 01 ago. 2019
EDUARDO, O. C. (1990) O desenvolvimento da pesquisa de propaganda no Brasil. In: BRANCO, R. C.; MARTENSEN, R. L.; & REIS, F. História da propaganda no Brasil. São Paulo: T.A. Queiroz.
FARIAS, G. M. A.; MOURA, J. J. R. (2013). Rádio como ferramenta de diálogo entre a comunidade e a universidade. Educação, Cultura e Comunicação, [S.l.], v. 4, n. 8. Disponível em <http://unifatea.com.br/seer3/index.php/ECCOM/article/view/558>Acesso em: 01 ago. 2019
GALVÃO JUNIOR, L. C. O futuro hoje: a formação em radiojornalismo na era da convergência das mídias. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes, 2015.
GUMUCIO-DAGRON, A. Vertical Minds versus Horizontal Cultures. In: SERVAES, Jan. Communication for development and social change. New Delhi, India: SAGE Publications, 2007.
HAMBURGUER, E.I. et al. Perfil Sócio-demográfico da audiência de televisão, 1970-1997. Área de Cultura do Centro de Estudos da Metrópole. Seminário Cebrap. Novembro 2005. Disponível em: http://www.fflch.usp.br/centrodametropole/antigo/v1/divercidade/numero7/Textos_Semin_rio_Cebrap.pdf Acesso em: 02 jun. 2019.
IBGE. Cidades. 2016. Disponível em <https://cidades.ibge.gov.br/> Acesso em: 02 jun. 2019.
KANTAR IBOPE MEDIA. Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. 2016. Disponível em <http://www.ibope.com.br/> Acesso em: 02 jun. 2019.
LIMA, Vinício A. de; LOPES, C. A. Rádios Comunitárias - Coronelismo eletrônico de novo tipo (1999 – 2004): As autorizações de emissoras como moeda de barganha política. Observatório da Imprensa. Campinas, 2007. Disponível em <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/download/Coronelismo_eletronico_de_novo_tipo.pdf>. Acesso em: 02 jun. 2019.
McANANY, E.; & LA PASTINA, A. (1994). Pesquisa sobre audiência de telenovelas na América Latina: Revisão teórica e metodológica. Revista Brasileira de Comunicação. INTERCOM, vol.XVII, nº 2, 17-37.
MELO, I. A. (2007). Um jornalismo de proximidade. Observatório da Imprensa. Ed 427, abr. 2007. Disponível em <http://observatoriodaimprensa.com.br/diretorioacademico/um-jornalismo-de-proximidade/> Acesso em: 02 jun. 2019.
MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES. Dados do setor de comunicações. 2018. Disponível em < http://dados.gov.br/dataset/dscom> Acesso em: 02 jun. 2019.
MOM - MEDIA OWNERSHIP MONITOR BRASIL (2017). Banco de Dados – Rádio. Disponível em < https://brazil.mom-rsf.org/br/midia/radio/> Acesso em: 02 jun. 2019.
ORTRIWANO, G. S. A Informação no rádio: os grupos de poder e a determinação dos conteúdos. São Paulo: Summus, 1985.
PERUZZO, C. M. K.; & VOLPATO, M. O. (2010). Rádio comunitária e liberdade de expressão no Brasil. Quito: Editorial Quipus – Ciespal. Chasqui – Revista Latinoamericana de Comunicación, v. 109, p. 39-43.
PNUD - PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (2010). Ranking IDHM Municípios, 2010. Disponível em <http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0/rankings/idhm-municipios-2010.html>. Acesso em: 02 jun. 2019.
SECOM, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Pesquisa brasileira de mídia 2016: hábitos de consumo de mídia pela população brasileira. Brasília: SECOM, 2016.
SILVA, J. D. (2015) Rádio e Desenvolvimentismo em Zita de Andrade Lima. XXXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Intercom. Rio de Janeiro. Disponível em <http://portalintercom.org.br/anais/nacional2015/resumos/R10-1229-2.pdf>. Acesso em: 02 jun. 2019.
TAVARES, R. C. (1997). Histórias que o rádio não contou: do galena ao digital, desvendando a radiodifusão no Brasil e no Mundo. São Paulo: Negócio Editora.
TRIGUEIRO, O. M (2009). Uma experiência metodológica de pesquisa: audiência da TV numa cidade urbana. Culturas Midiáticas. Vol. II, n. 1. Disponível em <https://periodicos.ufpb.br/index.php/cm/article/view/11686>. Acesso em: 02 jun. 2019.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2020 Creative Commons

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Ao submeter qualquer material científico para a Revista Alterjor, o autor, doravante criador, aceita licenciar seu trabalho dentro das atribuições do Creative Commons, na qual seu trabalho pode ser acessado e citado por outro autor em um eventual trabalho, porém obriga a manutenção de todos os autores que compõem a obra integral, inclusive aqueles que serviram de base para o primeiro.
Toda obra aqui publicada encontra-se titulada sob as seguintes categorias da Licença Creative Commons (by/nc/nd):
- Atribuição (de todos os autores que compõem a obra);
- Uso não comercial em quaisquer hipóteses;
- Proibição de obras derivadas (o trabalho não poderá ser reescrito por terceiros. Apenas textos originais são considerados);
- Distribuição, exibição e cópia ilimitada por qualquer meio, desde que nenhum custo financeiro seja repassado.
Em nenhuma ocasião a licença da Revista Alterjor poderá ser revertida para outro padrão, exceto por uma nova atualização da Creative Commons.












