O papel do diploma jornalístico na era da desinformação e da inteligência artificial generativa
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v34i2.244965Palavras-chave:
regulamentação profissional, jornalismo, desinformação, inteligência artificial generativa, ética jornalísticaResumo
Este estudo analisa a regulamentação profissional do jornalismo, com ênfase na exigência do diploma de curso superior, como estratégia de enfrentamento à desinformação em um ecossistema informacional marcado pela expansão da inteligência artificial generativa (GenAI). A pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando análise comparativa de códigos de ética jornalística no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido com entrevistas semiestruturadas realizadas com jornalistas, docentes e representantes de entidades profissionais. Os resultados indicam que a formação universitária está associada à internalização de práticas que sustentam a credibilidade jornalística, como verificação rigorosa, transparência metodológica, cultura de correções e responsabilidade editorial. O diploma não opera como solução isolada, mas como certificação de competências éticas e profissionais que distinguem o jornalismo de outras formas de produção de conteúdo informativo. A análise comparativa dos códigos revela convergências entre tradições éticas e diferenças nos mecanismos de responsabilização e na incorporação de desafios tecnológicos. Conclui-se que a regulamentação profissional contribui para a mitigação da desinformação quando articulada à formação ética consistente e à governança responsável do uso de sistemas de GenAI.
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