A precariedade como regra: aportes para um reposicionamento epistemológico
Palabras clave:
Assentamentos precários, Precariedade urbana, Assentamentos informais, Territórios popularesResumen
A precariedade urbana é usualmente concebida como uma categoria vinculada às externalidades do planejamento e gestão urbanos, expressa em termos de ausência de infraestruturas de suporte à vida, sejam elas de maior ou menor materialidade. A despeito do caleidoscópio de instrumentos metodológicos disponíveis, o alcance efetivo dos resultados obtidos em projetos de intervenção ainda permanece objeto de controvérsias. A narrativa hegemônica carrega consigo o risco de operacionalizar uma dominação simbólica dos territórios populares, reforçando sua condição estigmatizada. A partir desta questão norteadora, e de forma a revisitar as estruturas epistemológicas e estratégias metodológicas envolvidas, este artigo tensiona criticamente a própria dimensão ontológica da precariedade urbana. Tendo por suporte de reflexão o modelo epistemológico rizomático proposto por Deleuze e Guattari, avança-se sobre as dimensões materiais e imateriais do conceito de assentamentos precários, propondo novas bases de ação coletiva.
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