Memória de gênero: cartografia decolonial em Martín-Barbero e Ecléa Bosi

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v19i2p263-288

Mots-clés :

Cartografia, decolonialidade, memória de gênero, mapas noturnos, histórias de vida

Résumé

Este artigo mobiliza dois olhares teórico-metodológicos que se entrecruzam no lugar de enunciação da América Latina: os mapas noturnos de Jesús Martín-Barbero e as histórias de vida de Ecléa Bosi. São perspectivas teórico-práticas que se aproximam da etnografia de tradução decolonial, oportunizando pesquisas de campo que considerem a memória em sua função dialógica de mediação social no reconhecimento e na ressignificação da história oficial. A partir disso, propõe-se uma cartografia sustentada em narrativas de mulheres, que configure o que aqui denominamos de memória de gênero.

##plugins.themes.default.displayStats.downloads##

##plugins.themes.default.displayStats.noStats##

Biographies de l'auteur

  • Jozieli Cardenal, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

    Doutora em Desenvolvimento Regional. Professora do curso de Comunicação Social da Afya Centro Universitário de Pato Branco. 

  • Hieda Maria Pagliosa Corona , Universidade Tecnológica Federal do Paraná

    Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). 

Références

Alimonda, H. (2011). La colonialidad de la naturaliza: Una aproximación a la ecología política latino-americana. In. H. Alimonda (Org.). La naturaleza colonizada: Ecología política y minería en América Latina (pp. 21–58). Clacso.

Bosi, E. (1994), Memória e sociedade: Lembranças de velhos. Companhia das Letras.

Bosi, E. (2003). O tempo vivo da memória. Ateliê Editorial.

Cardenal, J. C. (2024), Cartografia decolonial da memória de gênero: Resistências e mediações em histórias de vida de mulheres migrantes-pioneiras de Pato Branco (PR). [Tese de Doutorado em Desenvolvimento Regional] – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco.

Castro-Gómez, S., & Grosfoguel, R. (2007). Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In S. Castro-Gómez & R. Grosfoguel (Orgs.), El giro decolonial: Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global/compiladores (pp. 9–24). Siglo del Hombre Editores, Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar.

Castro-Gómez, S. (2007). Decolonizar la universidad: La hybris del punto cero y el diálogo de saberes. In R. Grosfoguel & S. Castro-Gómez (Orgs.), Educación superior, interculturalidad y descolonización. PIEB.

Chinem, R. (1995). Imprensa alternativa: Jornalismo de oposição e inovação. Ática.

Costa, C. L. (2020). Feminismos decoloniais e a política da tradução. In H. B. Hollanda (Org.), Pensamento feminista hoje: Perspectivas decoloniais (pp. 320–341). Bazar do Tempo.

Dussel, E. (2015). Territorios de diferencia: La ontología política de los “derechos al territorio”. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 35, 25–45.

Escosteguy, A. C. D. (2020). Comunicação e gênero no Brasil: Discutindo a relação. Eco-Pós, 23(3), 103–138. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v23i3.27643

Fanon, F. (2008). Pele negra, máscaras brancas. EDUFBA.

Ferrara, L. D’A. (2007). Leitura sem palavras (5ª ed.). Ática.

Grisa, J. A. (2003). Histórias de ouvinte. Univali.

Haraway, D. (2004). “Gênero” para um dicionário marxista: A política sexual de uma palavra. Cadernos Pagu, (22), 201–246. https://doi.org/10.1590/S0104-83332004000100009

Jacks, N. A., & Capparelli, S. (Coords.). (2006). TV, família e identidade: Porto Alegre fim de século. EdiPUCRS.

John, V. M. (2023). As audiências e as outras ciências. In E. R. Piedras, N. Jacks, L. Wottrich & L. Sifuentes (Orgs.), Meios e audiências marco zero: 50 anos de estudos e outras jornadas da recepção. Pimenta Cultural.

Kucinski, B. (2001). Jornalistas e revolucionários: Nos tempos da imprensa alternativa. Scritta Editorial.

Lopes, M. I. V. (2018). Jesús Martín-Barbero e os mapas essenciais para compreender a comunicação. Intexto, 43, 14–23. https://doi.org/10.19132/1807-8583201843.14-23

Lopes, M. I. V. (2021). Uma cartografia para a pesquisa comunicacional e os mapas das mediações. In E. Trindade (Org.), Comunicação e mediações: Novas perspectivas (pp. 10–21). ECA-USP.

Lugones, M. (2014). Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, 22(3), 320–336. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2014000300013

Martín-Barbero, J. (1997). Dos meios às mediações: Comunicação, cultura e hegemonia. Editora UFRJ.

Martín-Barbero, J. (2002). Oficio de cartógrafo: Travesías latinoamericanas de la comunicación en la cultura. Fondo de Cultura Económica.

Mignolo, W. (2008). Desobediência epistêmica: A opção descolonial e o significado de identidade em política. Cadernos de Letras da UFF, (34), 287–324. https://professor.ufop.br/sites/default/files/tatiana/files/desobediencia_epistemica_mignolo.pdf

Mignolo, W. (2013). Geopolítica de la sensibilidad y del conocimiento: Sobre (de) colonialidad, pensamiento fronterizo y desobediencia epistémica. Revista de Filosofía, 30(74), 7–23. https://produccioncientificaluz.org/index.php/filosofia/article/view/18261

Mignolo, W. (2017). Desafios decoloniais hoje. Epistemologias do Sul, 1(1), 12–32. https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/772

Oliveira, P. S. (2013). Sobre memória e sociedade. Revista USP, (98), 87–94. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i98p87-94

Peirano, M. (2014). Etnografia não é método. Horizontes Antropológicos, 20(42), 377–391. https://doi.org/10.1590/s0104-71832014000200015

Pérez, P., González, S., & Marañón-Pimentel, B. (2019). Propuestas metodológicas alternativas: La coinvestigación desde la descolonialidad del poder. In B. Marañón-Pimentel (Org.), Solidaridad económica, buenos vivires y descolonialidad del poder (pp. 105–124). Universidad Nacional Autónoma de México, Clacso.

Porto-Gonçalves, C. W. (2010). De saberes e de territórios: Diversidade e emancipação a partir da experiência latino-americana. GEOgraphia, 8(16), 1–22. https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2006.v8i16.a13521

Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In E. Lander (Org.), Ciências sociais: Saberes coloniais e eurocêntricos (pp. 107–130). Clacso.

Rincón, O. (2019). Entrevista com Jesús Martín-Barbero. Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, 21(2), 73–80. https://periodicos.ufs.br/eptic/article/view/11515

Segato, R. (2015). La crítica de la colonialidad en ocho ensayos. Prometeo Libros.

Silva, L. A. P., & Baseio, M. A. F. (2019). Narrativa(s): Como estratégia(s) de comunicabilidade. In N. Jacks, D. Schmitz & L. Wottrich (Orgs.), Un nuevo mapa para investigar la mutación cultural: Diálogo con la propuesta de Jesús Martín-Barbero (pp. 161–186). Ediciones Ciespal.

Torrico Villanueva, E. (2015). La comunicación “occidental”. Oficios Terrestres, (32), 3–23. https://perio.unlp.edu.ar/ojs/index.php/oficiosterrestres/article/view/2381

Wallerstein, I. (1974). O sistema mundial moderno: A agricultura capitalista e as origens da economia-mundo europeia no século XVI. Afrontamento.

Publiée

2025-08-31

Numéro

Rubrique

Em Pauta/Agenda

Comment citer

Cardenal, J., & Corona , H. M. P. (2025). Memória de gênero: cartografia decolonial em Martín-Barbero e Ecléa Bosi. MATRIZes, 19(2), 263-288. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v19i2p263-288